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Solenidade de Pentecostes, um convite a sermos dócil ao Espírito

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domingo, 17 de abril de 2016

Solenidade de Pentecostes, um convite a sermos dócil ao Espírito



Percorremos exatos cinquenta dias do tempo Pascal e com a solene celebração de Pentecostes[1] chegamos ao fim deste tempo e retornamos ao Tempo comum, ou seja, esta solenidade marca simbolicamente o inicio da Igreja missionária que guiada pelo Espírito Santo irá até os confins da terra levando a Palavra de Deus e anunciando o Reino do Pai.
Pelo grau de sua importância esta celebração deve ser precedida por uma vigília de prece, acolhendo o dia em que o mistério pascal atinge sua plenitude no dom do Espírito derramado sobre a Igreja nascente. A sua origem está no Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária, nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido, mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16).  No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico, de acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, “como se soprasse um vento impetuoso”. “Línguas de fogo” pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.
  Por esta força (luz) a comunidade é revestida no Espírito de Deus para ser testemunha do ressuscitado, que a envia para anunciar a Boa notícia a todos os povos, línguas e nações, com esta solenidade somos convidados a acolher o dom total do Espírito para sermos restaurados para o exercício da vocação, para a capacidade do encontro, para o exercício do amor, da doação, da solidariedade e da misericórdia.  O papa Francisco em uma homilia recente[2] comentou que nos tempos passados a Igreja  vivia o drama da resistência ao Espírito “corações fechados, duros, tolos que resistem ao Espírito” .... e que supostamente justificavam essa resistência a fidelidade a letra da lei, hoje (continua o papa) a  Igreja propõe o oposto, “a Igreja ensina não resistir ao Espírito, mas ser dócil a Ele deixando-o agir e ir adiante para construir a Igreja; essa é a atitude do cristão”.
O Papa também propõe que supliquemos a ação da terceira pessoa da trindade com  a oração que o sacerdote Eli sugere ao jovem Samuel. “A oração para pedir esta docilidade ao Espírito Santo e com esta docilidade levar avante a Igreja, ser o instrumento do Espírito para que a Igreja possa prosseguir. ‘Fala, Senhor, que o teu servo escuta[3]. Rezemos assim, várias vezes por dia: quando temos uma dúvida, quando não sabemos ou quando simplesmente quisermos rezar. E com esta oração pedimos a graça da docilidade ao Espírito Santo”.
Celebremos bem esta solenidade e confiemo-nos a ação do Espírito para que Ele opere em nós (e por nós) a maravilhas divinas.

Sugestões para dinamizar a Celebração:

  • ·         Dar destaque ao círio pascal, fonte batismal, mesa da palavra e da eucaristia;
  • ·         Se possível em um local adequado colocar um candelabro de sete velas (Menorah);
  • ·         As pessoas que exercem funções e ministérios na comunidade podem compor a procissão de abertura;
  • ·         Durante a sequencia se for oportuno todos da assembléia podem acender velas no círio e manterem acesas até o final da proclamação do Evangelho;
  • ·         Após a homilia é bom fazer a bênção da água, em seguida a renovação das promessas batismais e por ultimo a asperssão.
  • ·         No rito final dar destaque ao envio para a missão, utilizando a bênção solene para pentecostes (IGMR pag.
  • ·         OBS: O círio Pascal ao final da celebração deve ser apagado e guardado indicando o final do tempo pascal. 


Por: Diac. Carlos Magno Ericeira



[1] do grego, pentekosté, é o quinquagésimo dia após a Páscoa.
[2] Homilia na casa de Santa Marta em 14/04/16
[3] I Sm 3,9

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