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Solenidade de Pentecostes, um convite a sermos dócil ao Espírito

P ercorremos exatos cinquenta dias do tempo Pascal e com a solene celebração de Pentecostes [1] chegamos ao fim deste tempo e ret...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Notas Litúrgicas 03 - ODC Ofício Divino das Comunidades



OS MOMENTOS DO OFICIO

A Tradição Da Igreja gerou um antigo costume de reservar vários momentos do dia para o louvor. O Ofício Divino sugere um roteiro de oficio de vigílias para os domingos e dias festivos (Ex. pag. 559 – 485 – 453 -504 para as festas do tempo comum) e para todos os dias, um roteiro para o ofício da manhã e outro para o oficio da tarde. No tempo pascal há dois roteiros específicos um para a quinta-feira a noite, outro para a sexta-feira – santa ao meio dia. Sendo um ofício de manhã e outro a tarde, se está diante do Senhor e a ele se dedica o dia que se inicia e a noite que chega.

OFICIO DE VIGÍLIA - Sabe-se que o primeiro tipo de oração das Igrejas cristãs foi a vigília. A vigília é como uma antecipação da festa no tempo mais próximo dela. Nos sábados e especialmente nas vésperas das festas maiores, somos convidados a nos reunir a noite para uma celebração festiva, sinal da expectativa do reino.

OFICIO DA MANHÃ - A natureza desperta com o sol no horizonte, a criatura humana acorda para o louvor a Deus por Cristo ressuscitado, sol da justiça que vem encher de luz nossas vidas e trazer forças nos trabalhos e lutas do dia.

OFICIO DA TARDE - Quando o sol se põe e a noite vai chegando a natureza adormece, acende-se em nós a chama de sentinelas, no brilho da luz que nunca se apaga. Oferece-se os trabalhos do dia e acolhe-se o repouso e lutas do reino.


Atenção: Na próxima nota estaremos conversando sobre a estrutura do ODC, fique atento, pois, nos encontraremos em breve.

Cordialmente

Carlos Ericeira

LITURGIA DIÁRIA


Leituras Relacionadas ao dia 25/08/2011 - CNBB
Verde. 5ª-feira da 21ª Semana Tempo Comum

1ª Leitura - 1Ts 3,7-13
O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos
aumente e transborde sempre mais.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 3,7-13
Irmãos:
3Que ninguém seja abalado em meio às tribulações presentes
- pois bem sabeis que esse é o nosso destino.
4Quando estávamos entre vós, vos preveníamos
de que seria necessário sofrer tribulações
e foi o que aconteceu, bem o sabeis.
5Foi por isso que, não podendo mais esperar,
mandei saber notícias da vossa fé,
temendo que o Tentador vos tivesse seduzido
e o nosso trabalho tivesse sido inútil.
6Agora, Timóteo acaba de chegar da vossa comunidade
e traz-nos boas notícias
a respeito da vossa fé e do vosso amor;
ele diz também que guardais sempre boa lembrança de nós
e que desejais rever-nos
tanto quanto nós desejamos rever-vos a vós.
7Por isso, irmãos, ficamos confortados,
em meio a toda angústia e tribulação,
pela notícia acerca de vossa fé.
8Agora sentimo-nos reviver,
porque vós estais firmes no Senhor.
9Como podemos agradecer a Deus
por toda a alegria que nos invade diante do nosso Deus,
por causa de vós?
10Noite e dia rezamos efusivamente
para vos rever e completar o que ainda falta na vossa fé.
11Que o próprio Deus e nosso Pai, e nosso Senhor Jesus
dirijam os nossos passos até a vós.
12O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos
aumente e transborde sempre mais,
a exemplo do amor que temos por vós.
13Que assim ele confirme os vossos corações
numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai,
no dia da vinda de nosso Senhor Jesus,
com todos os seus santos.
Palavra do Senhor.


Salmo - Sl 89,3-4. 12-13. 14.17 (R. 14)
R. Saciai-nos de manhã com vosso amor!

3Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, *
quando dizeis: "Voltai ao pó, filhos de Adão!"
4Pois mil anos para vós são como ontem, *
qual vigília de uma noite que passou.R.

12Ensinai-nos a contar os nossos dias, *
e dai ao nosso coração sabedoria!
13Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? *
Tende piedade e compaixão de vossos servos!R.

14Saciai-nos de manhã com vosso amor, *
e exultaremos de alegria todo o dia!
17Que a bondade do Senhor e nosso Deus *
repouse sobre nós e nos conduza!
Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho, *
fazei dar frutos o labor de nossas mãos!R.



Evangelho - Mt 24,42-51
Ficai preparados!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 24,42-51
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos:
42Ficai atentos!
porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
43Compreendei bem isso:
se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão,
certamente vigiaria e não deixaria
que a sua casa fosse arrombada.
44Por isso, também vós ficai preparados!
Porque na hora em que menos pensais,
o Filho do Homem virá.
45Qual é o empregado fiel e prudente,
que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados,
para lhes dar alimento na hora certa?
46Feliz o empregado,
cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar.
47Em verdade vos digo,
ele lhe confiará a administração de todos os seus bens.
48Mas, se o empregado mau pensar:
"Meu senhor está demorando",
49e começar a bater nos companheiros,
a comer e a beber com os bêbados;
50então o senhor desse empregado
virá no dia em que ele não espera,
e na hora que ele não sabe.
51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas.
Ali haverá choro e ranger de dentes.
Palavra da Salvação.


Reflexão - Mt 24, 42-51
Duas virtudes nos são colocadas pelo Evangelho de hoje: fidelidade e prudência. Servo fiel é aquele que não precisa ser vigiado o tempo todo a fim de realizar tudo o que é da sua competência, é aquele que merece a confiança do seu senhor, o que não quer dizer submissão cega e inconseqüente, mas sim a pessoa ser totalmente responsável por aquilo que faz. Prudência significa agir com cautela, procurando evitar todo tipo de erro, fugindo de todo mal, principalmente do pecado e de suas conseqüências, o que não quer dizer covardia e medo, mas sim uma busca de maior consciência dos próprios atos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Formação Litúrgica sobre a Leitura Orante da Bíblia

O Programa de Formação Permanente de Litúrgia que estamos desenvolvendo com os agentes pastorais na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (Centro de São Luis/MA) só tem apresentados resultados positivos.

Esta formação permanente na área de liturgia teve inicio em novembro de 2010 e vem ajudando no crescimento de uma vivência mais plena e consciênte no mistério celebrado, já desenvolvemos vários temas (módulos) - Liturgia visão geral, Missa parte por parte, Ano litúrgico, Os Salmos - nesta segunda (22/08/11) encerramos mais um módulo que tratava do assunto Léctio Divina (Leitura Orante da Bíblia) e no dia 16/09/11 iremos iniciar os estudos da Celebração da Palavra conforme nos instrui o doc. 52 da CNBB.

A Experiência deixou suas marcas, resultado do caminho percorrido pelos 4 degraus que propõe o roteiro

1º degrau - A Leitura
Ler o texto, repetindo a leitura quantas vezes for preciso, até que se sinta 'tocado', pelo Senhor, até criar uma maior familiaridade. Pronunciar bem as palavras. Entrar em contato com o texto utilizando-se de muita atenção, respeito, escuta... Sugerimos que essa leitura também seja criteriosa, evitando e até excluindo uma leitura fundamentalista. É preciso ver o texto dentro do seu contexto e origem, toma-se o Texto Sagrado, A Sagrada Escritura de preferência e faz-se a leitura lenta e cuidadosa do texto, não tanto com o objetivo de fazer uma exegese bíblica, mas sim o de 'escutar' o que Deus fala ao leitor.


2º degrau - A Meditação
Esse passo é um convite para que atualizemos o texto e consigamos trazê-lo para dentro do horizonte da nossa vida e realidade. A meditação é um ótimo espaço para que se medite e reflita o que há de semelhante e diferente entre a situação do texto com o hoje. rumina-se a Palavra, busca-se perceber o que é que Deus fala àquele(a) que lê. Não é mais uma leitura, mas uma 'escuta' da Palavra. "Fala, Senhor, teu servo escuta!" Depois, é importante resumir tudo o que foi ruminado numa frase. Essa frase o ajudará a recordar durante o dia o que foi meditado. É um prolongamento da meditação. Aos poucos vai havendo uma relação do que foi meditado com a vida de quem está meditando.


3º degrau - A oração
Praticamente a oração está presente em todas as etapas. É importante que haja uma transparência no ato da oração e que o orante seja realista. Ele pode usar o momento tanto para louvor, ação de graças, súplica, pedido de perdão, rezar algum salmo, recitar preces já existentes. É importante que esse momento possa ajudá-lo na reflexão da frase escolhida. Responde-se a Deus que antes falou. De acordo com o contexto, com a história pessoal de cada um naquele momento, deixa-se o coração derramar-se diante do Senhor. Se antes se escutou, agora responde-se a Deus. Pode ser uma súplica, ação de graças, petição, o que o coração mandar, enfim. É um diálogo com Deus e uma relação entre dois seres que se amam. A alma e Deus!


4º degrau - A Contemplação
depois de ler, meditar e orar o texto bíblico e sua realidade chegou a hora de contemplar todo esse percorrido, já não há mais necessidade de palavras. O orante/leitor tomou contato com o texto escrito, ou até diante da Natureza, de um fato da vida; leu, ou melhor, 'escutou' a Voz que fala em seu coração. “A contemplação nos ajuda a entender que Deus está presente na realidade". Pela contemplação é possível perceber a presença de Deus. E com isso somos convidados ao compromisso com a realidade respondendo a essa Palavra, escrita ou não. No último estágio, na Contemplação, cala-se, adora, entrega-se numa adoração muda e silenciosa. A Oração centrante é uma modalidade de oração contemplativa que se enquadra nesse quarto estágio da Lectio Divina.













Finalizamos este encontro, alimentados pela palavra e com uma gostosa partilha de alimentos (Pão, sucos, tortas e bolos). Para demonstrar um dos reflexos que a presença do Espírito Divino traz para a vida em comunidade, torando-a sempre muito frutuosa e feliz, tanto na partilhas de seus bens ("Eles tinham tudo em comum") como na frutificação de seus dons.

A tua palavra é lâmpada para guiar os meus passos, é luz que ilumina o meu caminho (Salmo 119.105)



Liturgia Diaria


Leituras Relacionadas ao dia 24/08/2011 - CNBB
Vermelho. São Bartolomeu, Apóstolo Festa

1ª Leitura - Ap 21,9b-14
A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze
póstolos do Cordeiro.

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 21,9b-14

9bUm anjo falou comigo e disse: "Vem!
Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro".
10Então me levou em espírito
a uma montanha grande e alta.
Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém,
descendo do céu, de junto de Deus,
11brilhando com a glória de Deus.
Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima,
como o brilho de jaspe cristalino.
12Estava cercada por uma muralha maciça e alta,
com doze portas.
Sobre as portas estavam doze anjos,
e nas portas estavam escritos os nomes
das doze tribos de Israel.
13Havia três portas do lado do oriente,
três portas do lado norte,
três portas do lado sul
e três portas do lado do ocidente.
14A muralha da cidade tinha doze alicerces,
e sobre eles estavam escritos
os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 144(145),10-11.12-13ab.17-18 (R. cf. 12a)
R. Â Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

10Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, *
e os vossos santos com louvores vos bendigam!
11Narrem a glória e o esplendor do vosso reino *
e saibam proclamar vosso poder!R.

12Para espalhar vossos prodígios entre os homens *
e o fulgor de vosso reino esplendoroso.
13aO vosso reino é um reino para sempre, *
13bvosso poder, de geração em geração.R.

17É justo o Senhor em seus caminhos, *
é santo em toda obra que ele faz.
18Ele está perto da pessoa que o invoca, *
de todo aquele que o invoca lealmente.R.


Evangelho - Jo 1,45-51
Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,45-51

45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse:
"Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei,
e também os profetas:
Jesus de Nazaré, o filho de José".
46Natanael disse:
"De Nazaré pode sair coisa boa?"
Filipe respondeu: "Vem ver!"
47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou:
"Aí vem um israelita de verdade,
um homem sem falsidade".
48Natanael perguntou: "De onde me conheces?"
Jesus respondeu:
"Antes que Filipe te chamasse,
enquanto estavas debaixo da figueira,
eu te vi".
49Natanael respondeu:
"Rabi, tu és o Filho de Deus,
tu és o Rei de Israel".
50Jesus disse:
"Tu crês porque te disse:
Eu te vi debaixo da figueira?
Coisas maiores que esta verás!"
51E Jesus continuou:
"Em verdade, em verdade, eu vos digo:
Vereis o céu aberto
e os anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do Homem".
Palavra da Salvaçào.

Reflexão - Jo 1, 45-51

Quando André revela que encontrou o Messias a Natanael ou Bartolomeu, palavra que quer dizer "filho do agricultor", a atitude de Natanael foi de dúvida: "De Nazaré, pode sair coisa boa?" No entanto, ele vence a sua desconfiança, atende ao convite que foi feito por André e vai encontrar-se com Jesus. A experiência do encontro pessoal com Jesus faz com que Natanael venha a reconhecer a sua divindade e torne-se seu discípulo pelo resto de sua vida, mostrando-nos com isso que, apesar de todos os nossos problemas, se procurarmos ter retidão de coração e vencer as nossas fraquezas, também faremos a experiência do encontro pessoal com Jesus e também nos tornaremos seus verdadeiros discípulos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

LITURGIA DIARIA


Leituras Relacionadas ao dia 23/08/2011 - CNBB
Branco. Santa Rosa de Lima, virgem Festa

1ª Leitura - 2Cor 10,17-11,2
Eu vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura.

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 10,17-11,2
Irmãos:
17Quem se gloria, glorie-se no Senhor.
18Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda e não aquele que se recomenda a si mesmo.
11,1Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez, da minha parte.
Na verdade, vós me suportais.
2Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor que Deus vos tem.
Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 148,1-2.11-13a.13c-14 (R. Aleluia ou cf. 12a.13a) R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Ou: R. Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai todos o nome do Senhor!

1Louvai o Senhor Deus nos altos céus, *
louvai-o no excelso firmamento!
2Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, *
louvai-o, legiões celestiais! R.

11Reis da terra, povos todos, bendizei-o, *
e vós, príncipes e todos os juízes;
12e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, +
anciãos e criancinhas, bendizei-o! *
13aLouvem o nome do Senhor, louvem-no todos. R.
13cA majestade e esplendor de sua glória *
ultrapassam em grandeza o céu e a terra.
14Ele exaltou seu povo eleito em poderio *
ele é o motivo de louvor para os seus santos.
É um hino para os filhos de Israel, *
este povo que ele ama e lhe pertence. R.

Evangelho - Mt 13,44-46
Vende todos os seus bens e compra aquele campo.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,44-46

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
44"O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo.
Um homem o encontra e o mantém escondido.
Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo.
45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas.
46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquela pérola.
Palavra da Salvação.


Reflexão - Mt 13, 44-46
O Evangelho de hoje nos mostra a parábola na qual Jesus compara o Reino de Deus com um tesouro e com uma pérola. A comparação com o tesouro nos mostra o valor que o Reino de Deus deve ter nas nossas vidas, um valor que não pode ser superado por nenhum outro valor deste mundo. A pérola nos mostra a preciosidade inigualável que é o Reino de Deus para todas as pessoas. E tanto o valor como a preciosidade do Reino de Deus significam que todas as outras coisas perdem sua importância diante dele e só têm sentido enquanto contribuem para que o homem possa chegar até Deus.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Notas Litúrgicas (02) ODC - Ofício Divino das Comunidades


Iniciamos no mês passado as notas Liturgicas com esclarecimentos sobre o Ofício Divino das Comunidades, dando proceguimento estamos editando nossa 2ª nota para nossos leitores.


POR QUE CANTAR O OFÍCIO DIVINO?



Desde muito tempo, desde o inicio, as comunidades cristãs se reunião para celebrar a ceia do Senhor e para cantar os salmos e proclamar o louvor de Deus, em nome de toda a criação e da humanidade. Fazendo isso, somos as testemunhas encarregadas de proclamar e cantar as maravilhas daquele que nos libertou do poder das trevas e nos introduziu no reino da luz (cf. 1Pd 2,10). Sendo o oficio rezado comumente duas vezes, laudes e vésperas, assim são dois tempos fortes de se estar mais expressamente ou intimamente diante do Senhor, consagrando-lhe o dia que começa ou a noite que vai chegando... para que em todo tempo sejamos seus fieis servidores.
Esta oração do povo de Deus, é a própria oração de Jesus Cristo, que se prolonga na Igreja. Nela expressamos por palavras e gestos, que as horas do dia, o nosso viver, toda a criação e toda a história pertencem a Deus.



O OFICIO DIVINO E A LITURGIA DAS HORAS



O Ofício Divino das Comunidades é uma tentativa de inculturação da Liturgia das Horas, não apenas simplificada em uma versão mais breve, mas transformada num jeito de rezar que sirva melhor às nossas comunidades. Ele possibilita que nos situemos na grande tradição litúrgica e, ao mesmo tempo, nos insere na realidade cultural e religiosa do povo.
Em 1988 foi publicado no Brasil o Ofício Divino das Comunidades, uma versão popular (proposta de inculturação) da Liturgia das horas para as comunidades cristãs. O processo de sua elaboração traz em muito a experiência do Pe. Geraldo Leite e suas comunidades de Ponte dos Carvalhos e Escada, em Pernambuco, que, depois do Concilio, durante 17 anos desenvolveu uma prática diária de oração comunitária de manhã e de tarde, diferente da missa, denominada Oficio Divino. proposta de devolver ao povo a tradição de oração da Igreja, com a conseqüente necessidade de inculturação. Sobre a inculturação são mencionados os critérios decorrentes da tradição da Igreja de celebrar o mistério pascal de Cristo associado às horas do dia e aos tempos litúrgicos, uma liturgia de louvor e intercessão, expressa por meio de salmos e cânticos bíblicos, hinos e orações, tendo como destinatário as comunidades do povo de Deus; e os critérios decorrentes da vida e missão da Igreja na América Latina que levou a uma versão do Ofício Divino enraizado no chão da vida, em um estilo gratuito, orante, do jeito das Comunidades de Base e da piedade popular. os elementos rituais, a importância de um rito evidenciando o sentido das horas (manhã, tarde, vigília), o sentido do tempo, a dimensão comunitária, a relação liturgia-vida e aproximação do ofício com a piedade popular. Chamamos a atenção para a linguagem verbal caracterizada pela simplicidade dos textos, ao mesmo tempo sem desmerecer o conteúdo da fé. Também foi destacada a linguagem musical popular, o cuidado quase rigoroso de valorizar as expressões musicais religiosas e culturais do povo. Ainda neste capítulo a espiritualidade no Ofício Divino chamando a atenção para a participação do povo com o corpo, a mente e o coração e para a sua dimensão pastoral.



ATENÇÃO



Na proxima nota Liturgica comentaremos sobre os momentos do Ofício Divino das Comunidade.



Aguade!!!!

Liturgia Diaria


Leituras Relacionadas ao dia 19/08/2011 - CNBB
Verde. 6ª-feira da 20ª Semana Tempo Comum


1ª Leitura - Rt 1,1.3-6.14b-16.22
Noemi acompanhada de sua nora Rute, a moabita, regressou a Belém
Início do Livro de Rute 1,1.3-6.14b-16.22
1No tempo em que os juízes governavam, houve uma fome no país e um homem de Belém de Judá foi morar nos campos de Moab com sua mulher e seus dois filhos.
3Entretanto, morreu Elimelec, marido de Noemi, e esta ficou sozinha com seus dois filhos.
4Eles casaram-se com mulheres moabitas, uma das quais se chamava Orfa, a outra, Rute.
E ali permaneceram uns dez anos.
5Depois morreram também os dois, Maalon e Quelion e a mulher ficou só, sem os dois filhos e sem o marido.
6Então ela se dispôs a voltar do campo de Moab para a sua pátria com as duas noras,
porque tinha ouvido dizer que o Senhor havia olhado para o seu povo,
e lhe tinha dado alimentos.
14bOrfa beijou sua sogra e partiu. Rute, porém, ficou com Noemi.
15Esta disse-lhe: "Olha, tua cunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses. Vai com ela".
16Mas Rute respondeu: "Não insistas comigo para que te deixe e me afaste de ti.
Porque para onde fores irei contigo, onde pousares, lá pousarei eu também.
Teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus".
22Assim Noemi voltou dos campos de Moab, acompanhada de sua nora Rute, a moabita.
Regressaram a Belém, quando começava a colheita da cevada.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 145,5-6. 7. 8-9a. 9bc-10 (R. 2a)
R. Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

5É feliz todo homem que busca +
seu auxílio no Deus de Jacó, *
e que põe no Senhor a esperança.
6O Senhor fez o céu e a terra, *
fez o mar e o que neles existe.R.
7O Senhor faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,*
é o Senhor quem liberta os cativos.R.
8O Senhor abre os olhos aos cegos*
o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo*
9aÉ o Senhor quem protege o estrangeiro.R.
9bEle ampara a viúva e o órfão*
9cmas confunde os caminhos dos maus.
10O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará*
para sempre e por todos os séculos!R.

Evangelho - Mt 22,34-40
Amarás o Senhor teu Deus, e ao teu próximo como a ti mesmo.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 22,34-40
Naquele tempo:
34Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus.
Então eles se reuniram em grupo, 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo:
36"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?"
37Jesus respondeu: "`Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma,
e de todo o teu entendimento!"
38Esse é o maior e o primeiro mandamento.
39O segundo é semelhante a esse: `Amarás ao teu próximo como a ti mesmo".
40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos.
Palavra da Salvação

Reflexão - Mt 22, 34-40
Deus não admite o amor a si sem que este amor se torne gestos concretos de caridade. É por isso que hoje vemos no Evangelho que o primeiro e maior mandamento traz consigo um outro que é semelhante a ele. O primeiro exige de nós o amor a Deus e o segundo exige de nós o amor ao próximo. Jesus nos diz que desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. A partir daí podemos perceber porque São João nos diz na sua primeira epístola que quem ama não peca. Com isso, Jesus nos mostra que somente a plena vivência do amor nas suas duas dimensões, a Deus e aos próximo, pode conduzir verdadeiramente à santidade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

liturgia Diaria


Leituras Relacionadas ao dia 17/08/2011 - CNBB
Verde. 4ª-feira da 20ª Semana Tempo Comum



1ª Leitura - Jz 9,6-15 Dissestes: é um rei que deve reinar sobre nós, quando o Senhor vosso Deus é o vosso rei.
Leitura do Livro dos Juízes 9,6-15
Naquele tempo:
6Todos os habitantes de Siquém
e os de Bet-Melo
se reuniram junto a um carvalho que havia em Siquém
e proclamaram rei a Abimelec.
7Informado disso,
Joatão foi postar-se no cume do monte Garizim
e se pôs a gritar em alta voz, dizendo:
"Ouvi-me, moradores de Siquém,
e que Deus vos ouça.
8Certa vez, as árvores resolveram ungir um rei
para reinar sobre elas,
e disseram à oliveira: "Reina sobre nós`.
9Mas ela respondeu:
"Iria eu renunciar ao meu azeite,
com que se honram os deuses e os homens,
para me balançar acima das árvores?"
10Então as árvores disseram à figueira:
"Vem e reina sobre nós".
11E ela lhes respondeu:
"Iria eu renunciar à minha doçura
e aos saborosos frutos, "
12As árvores disseram então à videira:
"Vem e reina sobre nós".
13E ela lhes respondeu:
"Iria eu renunciar ao meu vinho,
que alegra os deuses e os homens,
para me balançar acima das outras árvores?"
14Por fim, todas as árvores disseram ao espinheiro:
"Vem tu reinar sobre nós".
15O espinheiro respondeu-lhes:
"Se deveras me constituís vosso rei,
vinde e repousai à minha sombra;
mas se não o quereis, saia fogo do espinheiro
e devore os cedros do Líbano!".
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 20,2-3. 4-5. 6-7 (R. 2a) R. Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra.

2Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra; *
quanto exulta de alegria em vosso auxílio!
3O que sonhou seu coração, lhe concedestes; *
não recusastes os pedidos de seus lábios.R.
4Com bênção generosa o preparastes; *
de ouro puro coroastes sua fronte.
5A vida ele pediu e vós lhe destes, *
longos dias, vida longa pelos séculos.R.
6É grande a sua glória em vosso auxílio; *
de esplendor e majestade o revestistes.
7Transformastes o seu nome numa bênção, *
e o cobristes de alegria em vossa face.R.

Evangelho - Mt 20,1-16a Estás com inveja porque eu estou sendo bom?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 20,1-16a
Naquele tempo:
Jesus contou esta parábola a seus discípulos:
1"O Reino dos Céus é como a história do patrão
que saiu de madrugada
para contratar trabalhadores para a sua vinha.
2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por
dia, e os mandou para a vinha.
3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo,
viu outros que estavam na praça, desocupados,
4e lhes disse: "Ide também vós para a minha vinha!
E eu vos pagarei o que for justo".
5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia
e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde,
encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse:
`Por que estais aí o dia inteiro desocupados?"
7Eles responderam:
`Porque ninguém nos contratou".
O patrão lhes disse:
`Ide vós também para a minha vinha".
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador:
`Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos,
começando pelos últimos até os primeiros!"
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde
e cada um recebeu uma moeda de prata.
10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro,
e pensavam que iam receber mais.
Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento,
começaram a resmungar contra o patrão:
12`Estes últimos trabalharam uma hora só,
e tu os igualaste a nós,
que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro".
13Então o patrão disse a um deles:
`Amigo, eu não fui injusto contigo.
Não combinamos uma moeda de prata?
14Toma o que é teu e volta para casa!
Eu quero dar a este que foi contratado por último
o mesmo que dei a ti.
15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero
com aquilo que me pertence?
Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?"
16aAssim, os últimos serão os primeiros,
e os primeiros serão os últimos."
Palavra da Salvação.

Reflexão - Mt 20, 1-16 Nós estamos acostumados com a forma de justiça que foi estabelecida pelos homens e, por causa disso, encontramos dificuldades para compreender a justiça divina, principalmente porque os principais critérios da justiça dos homens são a diferença entre as pessoas e a troca entre os valores enquanto que os principais critérios da justiça divina são a igualdade entre as pessoas e a gratuidade dos valores. Isso nos mostra que a lógica divina é totalmente diferente da lógica dos homens e que nós vivemos reivindicado valores que, na verdade, são valores humanos e que não nos conduzem a Deus.Também nos mostra o quanto todos nós somos comprometidos com os valores humanos e deixamos de lado os valores do Reino.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Liturgia Diaria


Leituras Relacionadas ao dia 09/08/2011 - CNBB
Verde. 3ª-feira da 19ª Semana Tempo Comum


1ª Leitura - Dt 31,1-8 Sê forte e corajoso, pois és tu que introduzirás este povo na terra.
Leitura do Livro do Deuteronômio 31,1-8
1Moisés dirigiu-se a todo Israel
com as seguintes palavras:
2"Tenho hoje cento e vinte anos
e já não posso deslocar-me.
Além do mais, o Senhor me disse:
"Não atravessarás este rio Jordão",
3"É o Senhor teu Deus que irá à tua frente;
ele mesmo, à tua vista, destruirá todas essas nações,
para que ocupes suas terras.
Josué passará adiante de ti, como disse o Senhor.
4E o Senhor fará com esses povos
o que fez com Seon e Og, reis dos amorreus,
e com suas terras, que ele destruiu.
5Quando, pois, o Senhor os entregar a vós,
fareis com eles exatamente o que vos ordenei.
6Sede fortes e valentes;
não vos intimideis nem tenhais medo deles,
pois o Senhor teu Deus é ele mesmo o teu guia,
e não te deixará nem te abandonará".
7Depois Moisés chamou Josué
e, diante de todo Israel, lhe disse:
"Sê forte e corajoso,
pois és tu que introduzirás este povo na terra
que o Senhor sob juramento prometeu dar a seus pais,
e és tu que lhe darás a posse dela.
8O Senhor, que é o teu guia, marchará à tua frente,
estará contigo e não te deixará nem te abandonará.
Por isso, não temas nem te acovardes".
Palavra do Senhor.


Salmo - Dt 32,3-4a. 7. 8. 9.12 (R.9a) R. A porção do Senhor é o seu povo.
3O nome do Senhor vou invocar; *
vinde todos e dai glória ao nosso Deus!
4Ele é a Rocha: suas obras são perfeitas.R.
7Recorda-te dos dias do passado *
e relembra as antigas gerações;
pergunta, e teu pai te contará, *
interroga, e teus avós te ensinarão.R.
8Quando o Altíssimo os povos dividiu *
e pela terra espalhou os filhos de Adão,
as fronteiras das nações ele marcou *
de acordo com o número de seus filhos;R.
9mas a parte do Senhor foi o seu povo, *
e Jacó foi a porção de sua herança.
12O Senhor, somente ele, foi seu guia, *
e jamais um outro deus com ele estava.R.



Evangelho - Mt 18,1-5.10.12-14 Não desprezeis nenhum desses pequeninos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18,1-5.10.12-14
Naquele tempo:
1Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram:
"Quem é o maior no Reino dos Céus?"
2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles
3e disse: "Em verdade vos digo,
se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças,
não entrareis no Reino dos Céus.
4Quem se faz pequeno como esta criança,
esse é o maior no Reino dos Céus.
5E quem recebe em meu nome uma criança como esta,
é a mim que recebe.
10Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
pois eu vos digo que os seus anjos nos céus
vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.
12Que vos parece?
Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde,
não deixa ele as noventa e nove nas montanhas,
para procurar aquela que se perdeu?
13Em verdade vos digo, se ele a encontrar,
ficará mais feliz com ela,
do que com as noventa e nove que não se perderam.
14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus
não deseja que se perca nenhum desses pequeninos.
Palavra da Salvação.

Reflexão - Mt 18, 1-5.10.12-14 A nossa vida é constantemente condicionada pelos valores e costumes da sociedade e nós temos a tendência de querer levar os valores do mundo para a Igreja e até mesmo para o Reino de Deus. Entre esses valores do mundo que nos influenciam, podemos citar a hierarquização e a competitividade no dia a dia, que fazem com que haja sempre entre nós um clima de disputa e de busca de superioridade em relação às outras pessoas. É esse clima o principal responsável por muitos mal estares na vida da comunidade. São os valores evangélicos que devem transformar o mundo e não os valores do mundo que devem transformar a Igreja.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Liturgia Diaria


Leituras Relacionadas ao dia 08/08/2011 - CNBB
Branco. 2ª-feira da 19ª Semana Tempo Comum S. Domingos Presb, memória

1ª Leitura - Dt 10,12-22 Abri, pois, o vosso coração. Amai os estrangeiros, porque vós também fostes estrangeiros.
Leitura do Livro do Deuteronômio 10,12-22
Moisés falou ao povo, dizendo:
12E agora, Israel,
o que é que o Senhor teu Deus te pede?
Apenas que o temas e andes em seus caminhos;
que ames e sirvas ao Senhor teu Deus,
com todo o teu coração e com toda a tua alma,
13e que guardes os mandamentos e preceitos do Senhor,
que hoje te prescrevo para que sejas feliz.
14Vê: é ao Senhor teu Deus que pertencem os céus,
o mais alto dos céus, a terra e tudo o que nela existe.
15No entanto, foi a teus pais
que o Senhor se afeiçoou e amou;
e, depois deles, foi à sua descendência, isto é, a vós,
que ele escolheu entre todos os povos,
como hoje está provado.
16Abri, pois, o vosso coração,
e não endureçais mais vossa serviz,
17porque o vosso Deus é o Deus dos deuses
e o Senhor dos senhores,
o Deus grande, poderoso e terrível,
que não faz acepção de pessoas nem aceita suborno.
18Ele faz justiça ao órfão e à viúva,
ama o estrangeiro e lhe dá alimento e roupa.
19Portanto, amai os estrangeiros,
porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egito.
20Temerás o Senhor teu Deus e só a ele servirás;
a ele te apegarás e jurarás por seu nome.
21Ele é o teu louvor, ele é o teu Deus,
que fez por ti essas coisas grandes e terríveis
que viste com teus próprios olhos.
22Ao descerem para o Egito,
teus pais eram apenas setenta pessoas,
e agora o Senhor teu Deus te fez tão numeroso
como as estrelas do céu".
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 147 (148),12-13. 14-15. 19-20 (R. 12a)R. Glorifica o Senhor, Jerusalém!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
12Glorifica o Senhor, Jerusalém!*
Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!
13Pois reforçou com segurança as tuas portas,*
e os teus filhos em teu seio abençoou.R.
14a paz em teus limites garantiu*
e te dá como alimento a flor do trigo.
15Ele envia suas ordens para a terra,*
e a palavra que ele diz corre velozR.
19Anuncia a Jacó sua palavra,*
seus preceitos suas leis a Israel.
20Nenhum povo recebeu tanto carinho,*
nenhum outro revelou os seus preceitos.R.

Evangelho - Mt 17,22-27 Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará. Os filhos estão isentos dos impostos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 17,22-27
Naquele tempo:
22Quando Jesus e os seus discípulos
estavam reunidos na Galiléia,
ele lhes disse:
"O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.
23Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará."
E os discípulos ficaram muito tristes.
24Quando chegaram a Cafarnaum,
os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro
e perguntaram:
"O vosso mestre não paga o imposto do Templo?"
25Pedro respondeu: "Sim, paga."
Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou:
"Simão, que te parece:
Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem:
dos filhos ou dos estranhos?"
26Pedro respondeu: "Dos estranhos!"
Então Jesus disse:
"Logo os filhos são livres.
27Mas, para não escandalizar essa gente,
vai ao mar, lança o anzol,
e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares.
Ali tu encontrarás uma moeda;
pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti."
Palavra da Salvação.

Reflexão - Mt 17, 22-27 Uma coisa é termos direito sobre algo e outra coisa é a conveniência do uso desse direito. No nosso dia a dia, muitas vezes acontece que temos que renunciar a um direito em vista de um bem maior. O próprio Jesus nos mostra essa necessidade no evangelho de hoje, quando renuncia ao direito de não parar os impostos do templo para conseguir um bem maior que está no fato de evitar escândalos. Assim, também nós devemos deixar de lado determinados direitos, que podem até demonstrar mesquinhez,quando esses podem se tornar causa de escândalos ou conflitos e fazer com que percamos um bem maior como a paz e a tranqüilidade.

Liturgia Diaria


Leituras Relacionadas ao dia 07/08/2011 - CNBB
Verde. 19º DOMINGO Tempo Comum

1ª Leitura
- 1Rs 19,9a.11-13 Permanece sobre o monte na presença do Senhor.
Leitura do Primeiro Livro dos Reis 19,9a.11-13a

Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus,
9ao profeta Elias, entrou numa gruta,
onde passou a noite.
E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida
nestes termos:
11"Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor,
porque o Senhor vai passar".
Antes do Senhor, porém,
veio um vento impetuoso e forte,
que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos.
Mas o Senhor não estava no vento.
Depois do vento houve um terremoto.
Mas o Senhor não estava no terremoto.
12Passado o terremoto, veio um fogo.
Mas o Senhor não estava no fogo.
E depois do fogo
ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa.
13aOuvindo isto,
Elias cobriu o rosto com o manto,
saiu e pôs-se à entrada da gruta.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 84,9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)R. Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,
e a vossa salvação nos concedei!
9aQuero ouvir o que o Senhor irá falar:*
9bé a paz que ele vai anunciar.
10Está perto a salvação dos que o temem,*
e a glória habitará em nossa terra.R.
11A verdade e o amor se encontrarão,*
a justiça e a paz se abraçarão;
12da terra brotará a fidelidade,*
e a justiça olhará dos altos céus.R.
13O Senhor nos dará tudo o que é bom,*
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
14a justiça andará na sua frente*
e a salvação há de seguir os passos seus.R.

2ª Leitura - Rm 9,1-5 Eu desejaria ser segregado em favor de meus irmãos.
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 9,1-5

Irmãos:
1Não estou mentindo,
mas, em Cristo, digo a verdade,
apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha
consciência.
2Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor
contínua,
3a ponto de desejar
ser eu mesmo segregado por Cristo
em favor de meus irmãos, os de minha raça.
4Eles são israelitas.
A eles pertencem a filiação adotiva, a glória,
as alianças, as leis, o culto, as promessas
5e também os patriarcas.
Deles é que descende, quanto à sua humanidade,
Cristo, o qual está acima de todos,
Deus bendito para sempre! Amém!
Palavra do Senhor.

Evangelho - Mt 14,22-33 Manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14,22-33

Depois da multiplicação dos pães,
22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca
e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,
enquanto ele despediria as multidões.
23Depois de despedi-las,
Jesus subiu ao monte, para orar a sós.
A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24A barca, porém, já longe da terra,
era agitada pelas ondas,
pois o vento era contrário.
25Pelas três horas da manhã,
Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar,
ficaram apavorados, e disseram:
"É um fantasma".
E gritaram de medo.
27Jesus, porém, logo lhes disse:
"Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!"
28Então Pedro lhe disse:
"Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro,
caminhando sobre a água."
29E Jesus respondeu: "Vem!"
Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água,
em direção a Jesus.
30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo
e começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!"
31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse:
"Homem fraco na fé, por que duvidaste?"
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.
33Os que estavam no barco,
prostraram-se diante dele, dizendo:
"Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!"
Palavra da Salvação.

Mensagem de Agosto




Nós precisamos ter a coragem de começar tudo de novo, de maneira alguma podemos nos acomodar com o que já fazemos e já sabemos. A vida é movimento; é um aprendizado constante; é a capacidade de sempre dar respostas diferentes. É a sensibilidade de perceber que precisamos mudar certos hábitos, de agir e não de simplesmente reagir; é ter a ousadia de recomeçar, de ser quem somos, de enfrentar os desafios, de nos colocar a serviço dos que necessitam, na certeza de que nunca estamos sozinhos, porque Jesus está sempre conosco auxiliando-nos e mostrando-nos por onde devemos seguir.

Muitas vezes, não avançamos porque temos medo de errar. Coloquemo-nos a caminho e comecemos tudo de novo, porque unidos ao Senhor tudo podemos.

“Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).


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